segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Filha Pródiga (de Alma Welt)


O Maestro (pai da Alma ) em desenho de Guilherme de Faria
 
 
A Filha Pródiga (de Alma Welt)
 
 
Quanta dispersão, que sonhos loucos
Já me fizeram perder-me tantas vezes...
Também tive que fazer ouvidos moucos

Pra não tanger-me de volta como às rezes.

Esta forte vocação de desgarrada,
De uma guria pródiga e marrenta
Me levou para longe da invernada
Para o próprio seio da tormenta...

Uma vez enviaram-me o Galdério
A buscar-me bem longe de casa,
Pra instar-me a buscar seu refrigério:

“Alma, volta, não direi que teu pai chora
Mas não sai do piano onde extravasa
Sobre as mesmas músicas de outrora...” 

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