domingo, 29 de maio de 2011

Ford de Bigode (de Alma Welt)


Ford de Bigode (de Alma Welt)

Meu pai tinha um carro muito antigo
Que lembro tinha até certo mistério,
Pois que o motorista, e sem perigo,
Não era outro senão nosso Galdério.

Que doce sensação de segurança
Eu, guria, experimentava (vê se pode!)
No banco traseiro, ainda criança,
Naquele Ford negro de bigode!

Pois o nosso charreteiro a rir dizia
Que tudo se tratava de cavalos
E de eqüinos era só o que sabia.

E eu, em aconchego, até sonhava
Apesar do solavanco a intervalos,
Com a vida e o amor que me esperava...

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