O Maestro (pai da Alma ) em desenho de Guilherme de Faria
A Filha Pródiga (de Alma Welt)
Já me fizeram perder-me tantas vezes...
Também tive que fazer ouvidos moucos
Pra não tanger-me de volta como às rezes.
Esta forte vocação de desgarrada,
De uma guria pródiga e marrenta
Me levou para longe da invernada
Para o próprio seio da tormenta...
Uma vez enviaram-me o Galdério
A buscar-me bem longe de casa,
Pra instar-me a buscar seu refrigério:
“Alma, volta, não direi que teu pai chora
Mas não sai do piano onde extravasa
Sobre as mesmas músicas de outrora...”
