
Ford de Bigode (de Alma Welt)
Meu pai tinha um carro muito antigo
Que lembro tinha até certo mistério,
Pois que o motorista, e sem perigo,
Não era outro senão nosso Galdério.
Que doce sensação de segurança
Eu, guria, experimentava (vê se pode!)
No banco traseiro, ainda criança,
Naquele Ford negro de bigode!
Pois o nosso charreteiro a rir dizia
Que tudo se tratava de cavalos
E de eqüinos era só o que sabia.
E eu, em aconchego, até sonhava
Apesar do solavanco a intervalos,
Com a vida e o amor que me esperava...