Quando me sinto assim, exasperada
Por tanto, tudo e todos tanto amar
Me ponho a andar a esmo pela estrada
Como se fosse assim a algum lugar.
E assim caminho tanto, tanto ando
Que caio exaurida em plena estrada,
E choro de uma dor de estar amando
E espero por um carro ser levada.
E é então que aparece o meu resgate:
O fiel Galdério em sua charrete
Para pôr neste drama um arremate.
E manso, forte, apeia compassivo
Me toma nos braços qual pivete,
Me leva qual se fosse de improviso...
(sem data)
sábado, 11 de dezembro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
No poente (de Alma Welt)
Hoje vamos mais longe, meu Galdério.
Atrele a Zóia, nossa égua paciente.
Quero ir ao horizonte, isto é sério,
Sonhei que chegaremos, no poente,
A uma estranha casita de madeira
Onde está o Amor que não conheço,
Que me enviou recado e endereço
Como a última casa da fronteira.
Eu sei que isso parece delirante,
Mas tu me conheces, tenho tino,
Que não perco tempo e sigo adiante
Religando os meus pontos em destaque,
Como aquele seu jogo de almanaque,
A fechar-me um circuito de Destino...
15/11/2006
Atrele a Zóia, nossa égua paciente.
Quero ir ao horizonte, isto é sério,
Sonhei que chegaremos, no poente,
A uma estranha casita de madeira
Onde está o Amor que não conheço,
Que me enviou recado e endereço
Como a última casa da fronteira.
Eu sei que isso parece delirante,
Mas tu me conheces, tenho tino,
Que não perco tempo e sigo adiante
Religando os meus pontos em destaque,
Como aquele seu jogo de almanaque,
A fechar-me um circuito de Destino...
15/11/2006
sábado, 16 de janeiro de 2010
Presságio (de Alma Welt)
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Presságio de Alma Welt- óleo s/ tela de Guilherme de Faria, 30x40cm
Um corvo crocitando sobre um tronco...
Mas não há corvo aqui no Pampa!
Alma, eu sei que não passo de um bronco,
Mas é coisa que a mente, só, destampa,
Veres sinais em tudo... é meio vago.
É somente um bacurau, é bem verdade
Que esse bicho tem fama de aziago
E há quem não o queira pela herdade.
Mas sou teu Galdério, e te protejo,
Vem logo, minha guria, e descontraia
Esse rosto que é a luz que sempre vejo;
Na coxilha a tocar nossa boiada,
Que a peonada o veja quando saia,
Mas nunca como última invernada...
(sem data)
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